Um Bonde Chamado Desejo

2015

Clássico da dramaturgia universal, a peça de Tennessee Williams narra a decadência de Blanche Dubois, aristocrata falida que se abriga na casa da irmã Stella para fugir dos traumas do passado, mas se depara com a brutalidade de seu vulgar cunhado, Stanley Kowalski. O texto ganhou notoriedade mundial no cinema, quando Elia Kazan dirigiu a adaptação cinematográfica, com Marlon Brando e Vivian Leigh nos papéis principais.

Na tensão entre a carnalidade bestial de Stanley e o espírito etéreo de Blanche, ergue-se a mais pungente e bela metáfora do duelo entre o sonho e a realidade, entre a alma e o corpo, que o teatro já produziu. Através do enredo doméstico de Tennessee Williams, criam-se complexos universos éticos e estéticos, com refinadas teias simbólicas, maestria de linguagem dramatúrgica e, principalmente, enorme envergadura moral.

Com direção de Rafael Gomes, o espetáculo é protagonizado por Maria Luisa Mendonça e Eduardo Moscovis, contando com Virginia Buckowski (no papel de Stella Kowalski), Donizeti Mazonas (no papel de Harold Mitchell) Fabrício Licursi, Fernanda Castello Branco e Matheus Martins no elenco.

Um Bonde Chamado Desejo - Ficha Técnica


Texto: Tennessee Williams
Tradução e Direção: Rafael Gomes
Elenco: Maria Luisa Mendonça, Eduardo Moscovis, Virgínia Buckowski, Donizeti Mazonas, Fabrício Licursi, Fernanda Castello Branco, Matheus Martins
Cenário: André Cortez
Figurino: Fause Haten
Iluminação: Wagner Antonio
Trilha Sonora: Rafael Gomes
Assessoria de Imprensa: Daniela Bustos e Beth Gallo – Morente Forte Comunicações
Programação Visual: Laura Del Rey
Fotos: Pedro Bonacina
Administração: Magali Morente Lopes
Produção Executiva: Katia Placiano
Coordenação de Projetos: Egberto Simões
Produtoras: Selma Morente e Célia Forte
Realização: Morente Forte Produções Teatrais e Quadrilha da Arte
Patrocínio: Aché

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Um Bonde Chamado Desejo - Prêmios e temporadas


Estreia: Junho de 2015, Tucarena, São Paulo – SP.

Prêmios:

4 indicações ao Prêmio Shell SP 2015 – Melhor Direção (Rafael Gomes), Atriz (Maria Luisa Mendonça), Cenário (André Cortez) e Figurino (Fause Haten).

Indicado ao prêmio APCA 2015 – Melhor Atriz (Maria Luisa Mendonça).

Um Bonde Chamado Desejo - Repercussão crítica


  • De tempos em tempos, um espetáculo perdura na memória do público como uma experiência vivida. (…) O que se vê é uma leitura arrebatadora e atemporal de um clássico. (…) A base para o sucesso apoia-se na visceral atuação de Maria Luisa. Em transe permanente, a intérprete descarta limitar-se ao recorrente glamour e humaniza Blanche, valorizando a solidão e a óbvia sensação do fracasso.

    Dirceu Alves Junior - Veja SP - * * * * MUITO BOM

  • Atuação de Maria Luisa Mendonça é memorável. (…) Este ‘Bonde’ é a chance de ver algo especial, memorável, num ator. É um baita talento, com carisma no palco, exímio controle corporal e voz quente. Está nela a separação entre um contido realismo na primeira parte e uma tragédia explosiva no final. (…) É a direção de Rafael Gomes a maior parceira de Mendonça.

    Nelson de Sá - Folha de SP - * * MUITO BOM